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Colunistas Leonardo Moraes

Arquitetura histórica brasileira e a pessoa com deficiência

Por: Leonardo Morais, Mestre em Gestão e Estratégia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ e Superintendente do Patrimônio da União no Rio de Janeiro – SPU/RJ

Ao longo dos mais de 500 anos de descobrimento do Brasil, várias foram as marcas, traços culturais e influências externas na formação do povo brasileiro. Reflexo de tudo isso pode ser visto nas construções desenvolvidas em nosso país. Talvez a cidade que mais possa demonstrar a riqueza da arquitetura histórica brasileira seja o Rio de Janeiro. A cidade foi eleita, recentemente, a primeira Capital Mundial da Arquitetura, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

No Rio, há construções de diferentes estilos e épocas, como: o Palácio Capanema (arquitetura moderna); Paço Imperial (estilo colonial); Theatro Municipal (estilo eclético); Central do Brasil (estilo art-déco), dentre outras obras maravilhosas. A conservação dessas edificações é algo que deve nos encher de orgulho.

Entretanto, muita vezes, a beleza dos prédios esconde suas dificuldades de acessibilidade para as pessoas com deficiência. Seja com as adaptações inadequadas, seja pela falta de preparo dos servidores/empregados responsáveis para auxílio aos visitantes com deficiência ou simplesmente pela ausência de qualquer acessibilidade. Os principais prédios e edificações pelo mundo conseguiram manter suas características e, ao mesmo tempo, atender às necessidades das pessoas com deficiência. Como exemplos, posso citar: Empire State Building (Nova York – Estados Unidos); Palácio de Buckingham (Londres – Inglaterra); Torre de Belém (Lisboa – Portugal) e outros.

Acredito que seja consenso que a conservação das edificações precisa ser mantida. Contudo, elas devem sofrer as devidas adaptações de acessibilidades e os profissionais que trabalham diretamente com as PcDs devem passar por qualificações e treinamentos para entrega de serviços com qualidade. É bem verdade que, por força da população, novos ordenamentos legais e uma fiscalização mais atuante tem contribuído para que as edificações mais recentes atendam aos requisitos necessários para garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência. Agora, é criar meios para dar acesso, também, a todos, em nossos monumentos históricos!

 

 

 

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