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Feira Cidade PcD: carros e equipamentos se destacam pela facilidade na compra

Além das inovações na área PcD, o evento também oferece stands com empresas fornecedoras de diversos produtos e serviços voltados para terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia

Rio – No segundo dia da Feira Cidade PcD, na Arena 2 do Parque Olímpico, teve até atleta paralímpico fazendo test drive em veículos adaptados. O medalhista da natação, e padrinho do evento, Clodoaldo Silva, experimentou ontem, o Nissan Kicks no stand do Grupo AB, que oferece o Programa Nissan Mobilidade para Todos, com facilidades para a compra de carro 0Km e benefícios para Pessoas com Deficiência (PcD). A feira termina hoje.
O atleta paraolímpico, Clodoaldo Silva, fez test drive em um veículo ontem 
 Marcio Mercante / AG. ODIA

“Todo evento voltado à Pessoa com Deficiência para poder informar é fundamental, porque muitas pessoas não sabem onde tem uma cadeira de rodas, onde pode consertar, ou onde comprar determinadas coisas. Fiquei muito feliz por ter sido escolhido o padrinho porque essa feira traz essas novidades. E propicia não só inovações, mas tem de tudo: moda, esporte, balcão de emprego, tudo realizado para pessoas com deficiência”, elogiou o paratleta.

Assim como Clodoaldo, o aposentado Luiz Fernando Petrone, de 76 anos, saiu de Niterói para ver as novidades do mercado para a Pessoa com Deficiência. E acabou saindo da feira com um Fire Fly, um equipamento americano que acopla na cadeira de rodas e a transforma numa cadeira motorizada com autonomia para até 30 km, carregada na eletricidade.

“Fiquei maravilhado com esse equipamento. Nunca tinha visto ao vivo, apenas em sites e achei fantástico. Vai facilitar muito a minha vida. A partir de agora, vou deixar de dar trabalho à minha mulher e à minha filha. Vou poder sair, vou poder ir ao supermercado e levar uma vida normal como todas as pessoas. Essa feira é maravilhosa. Há uma carência desse tipo de evento e há um mercado imenso aí. Fiquei muito feliz em saber que vai ter todo ano. Os organizadores estão de parabéns”, elogiou o aposentado, que já saiu conduzindo o novo equipamento.

Além das inovações na área PcD, o evento também oferece stands com empresas fornecedoras de diversos produtos e serviços voltados para terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia. Renata Cabral, mãe de Helena, de quatro anos, com deficiência motora, foi ao evento à procura de um andador para a filha e experimentou a plataforma vibratória Galileo no Espaço Habilitar.

“Não é fácil achar determinados equipamentos. Quando soube da feira, resolvi vir com os fisioterapeutas da Helena para me ajudarem a escolher um andador especial para ela. Não dá para comprar qualquer equipamento, tem que ser adequado para a idade e as especificidades que a minha filha precisa”, observou Renata.

Já Iohanna Ferreira, mãe de Miguel, de 2 anos, queria mais informações sobre tratamentos e saiu satisfeita com o Espaço de Equoterapia, que utiliza cavalos como método terapêutico. A Cavalaria da PM oferece o serviço. “O Miguel tem um diagnóstico bem puxado: ele tem microcefalia e lisencefalia, e segundo a fisioterapeuta dele, a equoterapia é perfeita. Mas é muito cara. Não sabia que a PM oferecia essa oportunidade. Além disso, as cadeiras de rodas estavam pela metade do preço. Eventos como esse tem que ter sempre”, atestou Iohanna.

DATA MARCADA PARA 2018

O sucesso do evento é tanto, que o subsecretário municipal da Pessoa com Deficiência, Geraldo Nogueira, anunciou ontem as datas para a Feira Cidade PCD do próximo ano: 30 de novembro, 1º e 2 de dezembro.

“Para o ano de 2018, vamos pensar numa feira com visibilidade nacional. Além de uma frequência maior, vamos atrair mais investidores de outros estados e até de fora”, prometeu o subsecretário, que também testou alguns modelos de cadeiras de roda ontem.

MAIS DE 300 PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SE CADESTRARAM

Uma das oportunidades que a feira oferece é o cadastro de empregos. Só ontem, mais de 300 Pessoas com Deficiência se cadastraram no estande da Imparh Soluções em Recursos Humanos, que tem diversas vagas oferecidas por grandes empresas, como a Casa & Vídeo e Coca-Cola.

A JW.Org está distribuindo publicações em braile e vídeosMarcio Mercante / AG. ODIA

No estande da JW.Org, as pessoas podiam levar publicações bíblicas e revistas em braile, além de vídeos voltados para pessoas com deficiência auditiva. A instituição desenvolve publicações voltadas para PcD desde 1984. Foram distribuídos, gratuitamente, mais de 200 publicações e cinco vídeos.

A feira, que termina hoje, é uma iniciativa da revista PCD e do site www.universopcd.com.br. O evento conta com várias associações como a Brasileira Beneficente de Reabilitação, a Fluminense de Amparo aos Cegos e a Carioca de Distrofia Muscular. A Cidade PcD conta com acesso guiado da estação BRT Cidade Olímpica até à Arena 2. O horário de funcionamento é das 10h às às 19h. A entrada é gratuita.

DESFILE DE MODA INCLUSIVA NA FEIRA

Lohane Magarão (em pé), que desfila pela primeira vez, e Debora Garnier, vão participar do eventoMaíra Coelho / Agência O Dia

A moda inclusiva também marca presença na Feira Pcd. A estilista Silvana Louro, da Equal Moda Inclusiva vai levar 60 modelos PcDs à passarela hoje, às 16h.

“Trabalho com moda inclusiva há sete anos. São três anos só em pesquisas e desenvolvimento de modelagens e quatro anos da marca. A moda inclusiva é aquela que também é funcional. As modelagens são diferenciadas para atender segmentos específicos. Tais como grávidas, plus size, deficientes”, explicou Silvana. Alguns modelos desfilados foram cedidos, em parceria, com as marcas Reserva e Complexo B.

A estilista destaca ainda o foco na criação das peças. “O objetivo é atender as especificidades do segmento. Proporcionar conforto, beleza e democratizar a opção de escolha da sua roupa”, afirmou. “O desfile vai mostrar diversas marcas que trabalham as adaptações para deficientes e também marcas que estão sensíveis à futuras adaptações e trazem modelos deficientes desfilando suas peças”.

A recepcionista Lohane Magarão, 28, desfila pela primeira vez e concorda. “Isso ajuda a fortalecer a autoconfiança e acreditar que eu posso ser quem eu quiser”, destacou. Debora Garnier, 36, parceira de passarela, conta que a moda inclusiva mudou sua vida. “As roupas são confortáveis e é muito melhor para vestir”.

Para Silvana, é extremamente importante transcender padrões preestabelecidos de beleza. “Isso estimula o pensar fora da caixa. Precisamos ampliar os conceitos de beleza. Estar em uma passarela, que é o templo da moda, por exemplo, é muito significativo nesse caso”, refletiu.

E conclui: “A moda está atenta às diferentes tribos, perfis e segmentos. Os deficientes são 6,2% da população brasileira e representam um importante segmento. No início da minha pesquisa, não entendia porque o deficiente não era reconhecido como tal. Hoje posso dizer que, em grande parte, é um preconceito velado. O papel da moda vai muito além de vestir. Ela é um importante canal de comunicação e de auto estima”.

Para mais informações sobre o desfile, basta acessar a página na internet: www.universopcd.com.br.

 

 

 

 

Por: BRUNNA CONDINI E LUCIANA BARCELLOS
Fonte: http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-12-03/feira-cidade-pcd-carros-e-equipamentos-se-destacam-pela-facilidade-na-compra.html (Acesso em: 03/12/2017)

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