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Pós-graduação inédita forma professores aptos a necessidades de alunos especiais

Curso é oferecido pela Unisuam no campus Jacarepaguá

Olhar atento. Waldirene Araújo é coordenadora o curso de pós-graduação na UNISUAM – FABIO CORDEIRO / Fábio Cordeiro

 

RIO — É direito assegurado pela Constituição o de qualquer criança, jovem ou adulto com transtorno, déficit ou deficiência ter acesso à educação, assim como os alunos que não têm quaisquer necessidades especiais. Uma prerrogativa ratificada por resolução do Conselho Nacional de Educação, pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência e pela Política Nacional de Educação Especial, que passaram a prever ainda o direito à matrícula desses alunos em turmas regulares.

Em sintonia com a lei, a Unisuam abre este ano a primeira turma de pós-graduação de Educação Especial e Inclusiva, tendo como público-alvo professores de qualquer licenciatura, pedagogos, psicopedagogos, gestores, fisioterapeutas, terapeutas e qualquer outro profissional das áreas de saúde e educação que desejam praticar a inclusão em sala de aula.

A coordenação do curso coube a Waldirene Amorim de Jesus Araújo, psicopedagoga e mestre em desenvolvimento local. Ela explica que, na essência, o ato de lecionar para um aluno com ou sem deficiência ou transtorno pouco se difere. Afinal, cada criança tem suas limitações, e cabe ao professor encontrar a melhor maneira de passar o conteúdo.

— O professor deve estar apto para atender às necessidades do indivíduo. O aluno que não tem deficiência também tem dificuldades. Nos dois casos, eles precisam de alguém capacitado para ensinar. Quando falamos de inclusão, falamos de incluir a escola inteira — diz Waldirene.

Ciente da legislação e das peculiaridades de cada transtorno, déficit e deficiência, o professor pode até mesmo ajudar a família do aluno a descobrir algum diagnóstico que ainda não tenha sido feito.

— Nós precisamos saber identificar as diferenças. Além de conhecer as dificuldades de aprendizagem, é preciso dominar esses conceitos, até para identificá-los na sala de aula, e dar esse encaminhamento — conta a psicopedagoga, antecipando, porém, que não existe “uma receita de bolo” nessa descoberta. — Pode ficar mais fácil para o professor quando o aluno já chega com um diagnóstico, porque ele passa a saber os caminhos que deve tomar. Mas cada caso é um caso. Um exemplo disso é uma criança autista. Não existe uma fórmula, mas protocolos para entendê-la, técnicas para abordá-la.

Por isso, reforça Waldirene, é fundamental fugir de rótulos e de esteriótipos através do conhecimento interdisciplinar, o que é assegurado pelo curso, que tem pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e neuropediatras no corpo docente.

Entre as disciplinas estão “Altas habilidades, TEA, paralisia cerebral e nanismo”, “Deficiências auditiva, visual e física”, e “Oficina de libras, braile e comunicação alternativa e ampliada”. O curso, que começa em 10 de março, está com as inscrições abertas e tem duração de 18 meses. As aulas serão ministradas no campus Jacarepaguá (Rua Apiacás 320, Taquara) aos sábados, das 8h às 17h. Preço: 18 parcelas de R$ 420.

 

 

Por: THALITA PESSOA
Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/pos-graduacao-inedita-forma-professores-aptos-necessidades-de-alunos-especiais-22344839 (Acesso em: 31/01/2018)

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