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Integrantes da Embaixadores da Alegria darão aulas de samba e inclusão para ingleses

Escola inclusiva participará de um intercâmbio de sete dias numa ilha inglesa

Escola inclusiva participará de um intercâmbio de sete dias numa ilha inglesa Foto: Geraldo Ribeiro / Extra

 

Integrandes da Embaixadores da Alegria, escola que abriga pessoas com todo tipo de deficiência e há dez anos abre os desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio, vão mostrar para os ingleses que a malemolência do carioca é capaz de superar limitações. Neste sábado, um grupo embarca para a Ilha de Wight, no sul da Inglaterra, onde permanece pelos próximos sete dias, levado pelo The New Carnival Company, que realiza vários eventos, incluindo um carnaval de meio de ano na terra da rainha Elizabeth II.

Integram a comitiva, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação inclusiva, Lincoln Pereira e Lu Rufino, ela candeirante; a porta-bandeira, Fernanda Honorato, portadora de síndrome de down; e o carnavalesco Levi Cintra. Lá, eles participarão de workshops, onde ensinarão samba para os ingleses e treinarão uma comissão de frente local composta por deficientes, além de um casal de mestre-sala e porta-bandeira ingleses.

 — Fomos convidados para um intercâmbio. Vamos mostrar a eles a nossa experiência e conhecimento sobre como montar uma escola de samba inclusiva, tudo com um tempero bem carioca. Afinal, alegria, diversão e carnaval são coisas que devem estar ao alcance de todas as pessoas. Queremos aproveitar ainda para mostrar ao mundo nossa mensagem de inclusão pelo samba — explica Lincoln Pereira.

Na Embaixadores da Alegria desde a sua fundação, o mestre-sala foi chamado para a agremiação por sua experiência em outras escolas, como a Tradição, onde coreografou durante sete anos a ala “Liberade para as borboletas” formada por deficientes. Depois disso, permaneu por mais cinco anos na Portela, fazendo o mesmo trabalho na ala inclusiva denominada “Nós podemos”.

— Acredito que eu seja a primeira porta-bandeira cadeirante a mostrar o seu trabalho fora do pais. Independentemente de sambar em pé ou sentada quero mostrar que estamos exercendo o nosso direito. É também a maneira de chamar a atenção para a causa da pessoa com deficiência e falar da necessidade de acessibilidade — defende Lu Rufino, que se prepara para sua primeira viagem à Inglaterra.

O casal, que participou com a Embaixadores da Alegria de diversos eventos durante os jogos paralímpicos do Rio, em 2016, dança junto desde 2015. Na ocasião, desfilou pela Império da Zona Oeste, pelo Grupo D, na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho. Os dois contam que o desfile foi um desastre, causando o rebaixamento da agremiação para o Grupo E. A única lembrança positiva que eles guardam da experiência foi o prêmio revelação ganho pela dupla e que abriu as portas da cadeirante para o carnaval carioca.

 

Por: Geraldo Ribeiro
Fonte: https://extra.globo.com/noticias/rio/integrantes-da-embaixadores-da-alegria-darao-aulas-de-samba-inclusao-para-ingleses-22303028.html (Acesso em: 31/01/2018)

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