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Nissan Versa – Sedan é opção para quem busca ainda mais espaço

Avaliamos o modelo Unique 1.6 com câmbio Xtronic CVT: essência japonesa, versatilidade brasileira e alma carioca

Fabricado em Resende/RJ, o remodelado Nissan Versa vem conquistando a simpatia dos motoristas. Aliando a tecnologia japonesa ao estilo despojado brasileiro, o modelo tem surpreendido também no segmento PcD, sendo a principal opção da montadora para o público com deficiência.
Com design moderno, as linhas harmônicas conferem um certo ar de robustez ao carro, dando ao motorista a sensação de unir força e conforto. Mas, o grande destaque do Versa é seu espaço interno. Aliás, esta é uma característica de praticamente todos os modelos da marca. O porta-malas com 460 litros é um atrativo, principalmente para o público com deficiência, considerando que é possível o transporte de cadeira de rodas e bagagens para família sem muito aperto.
O modelo testado por nossa equipe foi o Versa 1.6 Unique Xtronic CVT, versão completa, cedido pela montadora (bancos em couro, ar-condicionado digital, central multimídia, rodas de liga leve aro 16). A adaptação, neste caso, foi o acelerador e freio manual + pomo giratório, montados pela SpeedTech Adaptações.

Moderno por fora, bem pensado por dentro
As avaliações técnicas de um carro para motoristas com ou sem deficiência são praticamente as mesmas: desempenho, tecnologia, segurança, conforto, consumo, relação custo x benefício, espaço interno, itens de série x opcionais, entre outras. Além de tudo isso, o motorista com deficiência também deve observar outros detalhes importantes, que farão a diferença na utilização do carro no dia a dia.
Para cadeirantes, o ângulo de abertura da porta talvez seja um dos pontos mais importantes na hora da escolha. Neste quesito, o Versa, mais uma vez, respondeu de maneira positiva. As opções de ajustes do banco e volante também devem ser consideradas.
No caso do Versa, o ajuste dos bancos por alavanca (e não por botão giratório) é outro ponto a favor do carro. Fica mais fácil, e rápido, abaixar totalmente o encosto do banco para a colocação da cadeira de rodas no interior do carro, caso o motorista cadeirante esteja sozinho. O apoio de braço está numa altura que favorece a condução com o acelerador e freio manual, evitando o cansaço excessivo. Vale destacar que a altura varia de motorista para motorista, sendo necessário observar este detalhe antes de fazer a adaptação, já que depois o volante não será mais ajustável.
A ergonomia do banco também ajuda, principalmente, nos casos com menor controle de tronco, dando firmeza ao motorista. O acesso aos botões do painel, como luzes e ar-condicionado por exemplo, não apresenta dificuldades. No modelo que testamos, os botões de rádio e telefone ficam no volante, facilitando ainda mais o uso dos equipamentos. Motoristas que usam o pomo giratório podem usufruir da leveza e da segurança proporcionadas pela direção elétrica.

Testado e aprovado por quem realmente interessa
Todos os testes da Revista PcD serão feitos por pessoas com deficiência, respeitando a inteligência do leitor e mantendo nosso compromisso com a verdade. Afinal, apenas a experiência real de quem usa o carro, com suas devidas adaptações, pode trazer uma impressão concreta sobre os pontos que, de fato, interessam no dia a dia.
Nosso personagem deste primeiro teste é Iranilson Oliveira da Silva, conhecido pelos amigos como Tita. Ele possui sequela de poliomielite e foi medalhista de bronze nas Paraolimpíadas de Seul – 1988, nos 100 metros rasos. “Gostei do design do carro, é moderno e bonito. Mas, o grande diferencial está na parte de dentro. Os painéis e botões se destacam. O espaço interno é excelente, inclusive para cadeirantes que andam sozinhos, já que o vão entre o peito e o volante é suficiente para passar a cadeira de rodas. No meu caso, que a cadeira é pequena, a abertura da porta também é perfeita. Não sei como seria para uma cadeira maior”, destaca o motorista.
Para Tita, o charme de qualquer carro é o motor. Neste quesito, o desempenho do Versa também agradou. “Tem uma arrancada boa, e isso é algo que presto atenção. Afinal, é útil no dia a dia, seja para ultrapassagens na estrada ou em cruzamentos pela cidade”.
A qualidade do carro também foi constatada no conjunto visibilidade + dirigibilidade. “A direção é leve, oque é fundamental para quem usa uma das mãos no acelerador e no freio ou precisa do pomo. A visibilidade também merece destaque. Mesmo sendo um sedan, é possível dirigir e estacionar sem dificuldades. A Nissan acertou nestes quesitos”, aprova.
Questionado sobre o câmbio Xtronic CVT, Tita foi simples e objetivo: “Você não sente a passagem das marchas, tudo acontece de maneira sincronizada e sem tranco, garantindo desempenho sem abrir mão do conforto”. O porta-malas também foi avaliado pelo nosso motorista e recebeu nota 10. “Tem um excelente espaço, e isso é fundamento para a PcD. Mas, também vale destacar a abertura da porta, tem espaço suficiente para colocar a cadeira de rodas sem grande esforço. Está aprovado”, finaliza.

Isenção e desconto são atrativos
O modelo testado está à venda nas concessionárias por R$ 67.990,00*. Com as isenções de IPI e ICMS + desconto de 12% oferecido pela montadora para o segmento PcD, o veículo sai por R$ 46.270,12. Dessa forma, a relação custo x benefício se torna uma das mais atrativas do mercado no segmento.
*valores podem mudar de acordo com a região, ou sofrerem alteração sem aviso prévio.

Um jeito novo de fazer
A Revista PcD estreia no mercado editorial com uma filosofia clara e definida de como conduzir suas pautas. Nós sabemos da importância que o segmento tem para as montadoras, mas também da importância do carro no dia a dia da pessoa com deficiência, garantindo sua mobilidade e inclusão.
Por isso, em cada edição, teremos um test-drive diferente. Todas as matérias terão personagens reais, pessoas com deficiência que vão compartilhar seus desafios, conquistas e impressões. Não vamos apenas TESTAR o carro. Vamos falar sobre as tarefas cotidianas, como trabalho, estudo, turismo, entre outras… usando carros como pano de fundo para essas atividades. Este é nosso jeito de INOVAR. É possível fazer o que todos fazem, mas de um jeito diferente!

 

Por: Por: Luciana Pereira e Júlio Rocha

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