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Rede Lucy Montoro aponta que 69% das vítimas de AVC atendidas tem menos de 60 anos

Instituição identificou aumento no número de vítimas que fazem parte da População Economicamente Ativa; em 2017, o percentual era de 54%

Em atenção ao Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro alerta a população sobre os riscos do Acidente Vascular Cerebral (AVC), o maior responsável por mortes no Brasil. A instituição identificou que até agosto de 2018, 69% das vítimas de AVC atendidas tem menos de 60 anos e fazem parte da População Economicamente Ativa, sendo que em 2017 esse número era de 54%. Ainda nesse recorte, no ano passado 55% eram mulheres e neste ano, o público feminino chega a 59%. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 6 segundos, uma pessoa morre por conta da doença que atinge um sexto da população global.

Segundo o neurologista da Rede Lucy Montoro, Marcel Simis, fatores como hipertensão, diabetes, tabagismo, consumo frequente de álcool e drogas, estresse, colesterol elevado, doenças cardiovasculares, sedentarismo e doenças hematológicas configuram condições propícias para ocorrer o AVC. “A chamada prevenção primária, que é a observação e o tratamento desses fatores, pode ser decisiva para se evitar a doença. Por isso, a informação é fundamental”, alerta o especialista.

O AVC ocorre quando há uma alteração do fluxo sanguíneo no cérebro, causando a morte das células nervosas da região atingida. Responsável por cerca de 80% dos casos, o Acidente Vascular Isquêmico pode surgir por uma obstrução dos vasos sanguíneos por conta de tromboses (formação de placas numa artéria principal do cérebro) ou embolias (trombo ou placa de gordura originária em outra parte do corpo que se solta e chega ao cérebro). No caso de uma ruptura do vaso sanguíneo, acontece o Acidente Vascular Hemorrágico.

As vítimas de AVC podem ter graves sequelas dependendo da região do cérebro que for afetada e do tempo que se levou para prestar atendimento. Quanto mais rápido o paciente for assistido, maiores são as chances de reabilitação. Por isso, sintomas como dor de cabeça muito forte, de instalação súbita, sobretudo se acompanhada de vômitos; fraqueza ou dormência na face, nos braços ou nas pernas, geralmente afetando um dos lados do corpo; paralisia (dificuldade ou incapacidade de movimentação); perda súbita da fala ou dificuldade para se comunicar e compreender o que se diz; perda da visão ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos; devem ser sinal de alerta para buscar um serviço médico de urgência.

Segundo o médico fisiatra Daniel Rubio, as vítimas passam por um longo processo de reabilitação e podem ter sequelas para a vida toda. “As consequências não são apenas para a vítima. Muitas vezes, a deficiência severa pede que alguém da família se dedique por tempo integral”, completa o especialista

A Rede de Reabilitação Lucy Montoro oferece reabilitação às pessoas com deficiência ou doenças potencialmente incapacitantes através de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais especializados em reabilitação. A Rede de Reabilitação Lucy Montoro é a primeira instituição brasileira a conquistar a acreditação da Commission on Accredition of Rehabilitation Facilities (CARF). Criada em 2008, a rede conta atualmente com 19 unidades em funcionamento em todo o Estado que realizam mais de 100 mil atendimentos por mês e duas unidades futuras.

 

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