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Tecnologia e mercado esportivo

Fiat
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Por: Leonardo Morais – Mestre em Gestão e Estratégia da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro – UFRRJ e Superintendente do Patrimônio da União no Rio de Janeiro – SPU/RJ

Foto: Deposit Photos

Ao longo dos últimos anos, a tecnologia permitiu que diferentes pessoas com deficiência pudessem praticar atividades esportivas. No que pese ainda o alto custo de materiais e equipamentos, na medida em que há um aumento no volume de consumo, o preço tende a ficar mais baixo em função do aumento na produção (em escala). Assim, cada vez mais encontramos: atletas cegos treinando Judô nas academias; pessoas com próteses ou deficiência visual correndo; exibições de torneios de Basquete para cadeirantes; e tantas outras modalidades.

A incorporação dessas rotinas, certamente, está ligada às pessoas que se identificaram com atletas ídolos do esporte de alto rendimento. Nomes como Ramona Brussig (Alemanha), Terezinha Guilhermina (Brasil), Mariska Beijer (Holanda) e outros são referências em suas modalidades. Claro que cada um traz uma história de superação e modo como conseguiu ultrapassar os obstáculos e dificuldades apresentadas ao longo das respectivas vidas.

Agora, é inegável também que o desempenho de cada atleta variou de acordo com o equipamento e material por ele utilizado. Sob essa ótica, cada vez mais fica evidente que os atletas que tiveram os melhores rendimentos foram aqueles que tiverem acompanhados dos melhores equipamentos, provavelmente, provenientes das melhores tecnologias. Natural é a busca pelas melhores tecnologias por parte dos atletas, mas isso ocorre também por parte dos fornecedores. E isso não por filantropia, mas sim por questões comerciais mercadológicas e até mesmo sobrevivência.

Pensemos: quanto maior a visibilidade do atleta, maior a exposição do produto por ele utilizado. Dessa forma, as PcDs que têm os ídolos como referências tendem a procurar os equipamentos e materiais utilizados por aqueles que possuem os melhores resultados no alto rendimento. Então concluímos que os atletas de alto rendimento, além de pessoas com enorme poder de superação, passaram a, não por um acaso, também serem vistos como “garotos propagandas”. Uma vitória desses profissionais e também daqueles que defendem a nossa causa. Fiquemos na expectativa de novas tecnologias e novas oportunidades para exposições de novos atletas. Acompanhemos a corrida “tecno-mercadológica” esportiva para as PcDs!!! *

 

 

 

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