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Agora Somos Universo da Inclusão

 

Se tem algo do qual nos orgulhamos neste projeto, é a coragem e a entrega com que toda a equipe encarou o desafio de lançar um novo produto, com a missão de ser diferente daquilo que já existia. As questões das pessoas com deficiência vêm ganhando (merecido) destaque nas mais diversas frentes, inclusive na mídia – especializada ou não. E não poderíamos ser mais um.

Ainda há muito trabalho a ser feito para que a “inclusão plena” se torne tão arraigada na vida das pessoas, que deixe de ser apenas um “conceito” e se torne uma verdadeira “filosofia”, de maneira tão natural, que seja espontânea e verdadeira, sem que as pessoas precisem “pensar” antes de agir ou falar sobre o tema.

Nosso EDITORIAL, na edição passada, destacou a evolução na forma de “falar” sobre a pessoa com deficiência (muitos termos que antes eram aceitos, hoje são reconhecidamente inadequados), porém, ainda precisamos evoluir na maneira de “agir”. O editorial em questão, destacou que não se aceita mais o termo “aleijado” para se referir a alguém, mas que esse mesmo alguém ainda não consegue entrar pela porta da frente de um restaurante, pelo simples fato de ter uma escada ali.

As evoluções e conquistas devem ser comemoradas, assim como a luta pela inclusão deve ser mantida. É preciso dizer que a utilização da sigla PcD não é errada, desde que aplicada da maneira correta. Para quem ainda tem dúvida, vai a explicação: PcD deve ser utilizado quando for abreviação LITERAL de “pessoa com deficiência”. Apenas nesta situação e nada mais.

Se não for usada da maneira correta (abreviação literal), ela vira um rótulo. E isso não é desejável, ou seja, não existe: aluno PcD, pai PcD, mercado PcD e tantas outras aplicações indevidas do termo. O correto é: aluno com deficiência, pais com deficiência, mercado de pessoas com deficiência e por aí vai.

Então você deve estar se perguntando: se vocês sabiam de tudo isso, por que lançaram uma revista chamada Universo PCD?

A resposta é simples. Por ter este conhecimento, sempre utilizamos a sigla de maneira correta. Também vale destacar  que é uma revista que foi idealizada “para” o público de pessoas com deficiência, familiares e profissionais do setor. Portanto, leitores conscientes e familiarizados com as terminologias e suas aplicações.

Mas… graças à coragem e à entrega da nossa equipe, este projeto cresceu com uma rapidez surpreendente e hoje assumimos a missão de falar também “para” as pessoas SEM deficiência. E aqui entra o “fazer diferente”.

Pregar para convertidos fortalece a fé, mas não converte mais ninguém, ou seja, falar de inclusão apenas para quem já sabe dela é importante, mas não conscientiza as pessoas que não estão  engajadas nesta luta.

Por isso, tornar o conceito que sempre foi a base de tudo o que fazemos, que é a inclusão total e irrestrita das pessoas com deficiência, ainda mais visível, se mostrou necessário. Vencemos etapas e, por isso, é hora de mudar o patamar dos nossos desejos de conquistas.

Precisamos levar as questões da pessoa com deficiência para um patamar mais abrangente, envolvendo toda a sociedade, suas lideranças, o poder público, as empresas, enfim… todos os agentes sociais precisam ser envolvidos.

Para estas pessoas, que vão iniciar seu contato com este universo através de nossa publicação, é importante redobrar os cuidados e facilitar o aprendizado. Se até quem já é familiarizado com o assunto se confunde ao utilizar a sigla, imagine quem está “chegando” agora!

Apesar das preocupações naturais que envolvem a mudança de uma marca, temos  consciência de que o importante é evoluir. O que nos deixa felizes, e com o sentimento de dever cumprido, é a certeza de que esta mudança é decorrência dos nossos acertos e não de erros.

Prova disso é a feira que fizemos no Rio de Janeiro, e que se tornou, já na sua primeira edição, o maior evento de inclusão do estado.

Abertura da Cidade Pcd 2017 – Arena Olímpica / RJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2019, nossos desafios são ainda maiores: além do Rio, teremos feiras também em Fortaleza/CE e Brasília/DF.

O projeto Universo da Inclusão cresceu e assumimos a responsabilidade de sermos, TAMBÉM, porta-voz da pessoa COM deficiência para as pessoas SEM deficiência, que ainda não militam nesta causa.

Crescer é isso… assumir novas posições, correr riscos e cumprir um papel social capaz de transformar, de mudar as coisas. Continuamos focados em informar quem já conhece o assunto, mas, também, precisamos chamar a atenção daqueles que ainda não vivem esta realidade.

É importante que todos saibam que não são as diferenças que nos definem (até porque todos somos diferentes de alguma forma). Devemos ser definidos por aquilo que realmente somos: seres humanos com capacidade de crescer, evoluir e agregar. Precisaremos de TODOS, para cumprir essa missão… a INFORMAÇÃO é nossa maior arma nesta luta.

Afinal, ainda temos um UNIVERSO de coisas para conquistar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Redação Universo da Inclusão

 

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