null
Inclusão Social Notícias

Apraespi: educação, saúde e assistência

Por: Cida Farias

Foto: Divulgação

Conheça o maior centro de reabilitação do grande ABC, em São Paulo, que faz a diferença na vida de mais de 2 mil famílias ao unir escola e tratamento de qualidade. Serviço APRAESPI – Saiba mais sobre a Associação e veja como suas doações podem ajudar. www.apraespi.com.br – apraespi@apraespi.org.br- doe@apraespi.org.br
(11) 2504-9050 – Rua José Alvarez, 84 – Núcleo Colonial – Ribeiro Pires/SP

Com mais de meio século de história no Grande ABC, na região metropolitana de São Paulo,a Associação de Prevenção,Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência – Apraespi –possui seis unidades que atendem mais de 2 mil famílias, com saúde e educação de qualidade, e geram emprego para 300 funcionários. Não à toa a instituição, em Ribeirão Pires/SP, é hoje o maior centro de reabilitação da região e referência em todo o Brasil. O diferencial dessa associação é justamente se propor a educar e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde de bebês, crianças, adolescentes, idosos,enfim, de toda a família.Tudo começou, no entanto, de forma muito modesta. Em 1967, o casal Valentino e Adélia Redivo, uma família tradicional de Ribeirão Pires, precisou procurar uma escola para a filha com deficiência intelectual. Logo, os dois viram que não havia uma unidade para crianças com deficiência na cidade. O casal, então, decidiu doar um terreno para a fundação de uma instituição e foi lá que funcionou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais Apae, de Ribeirão Pires, até o começo da década de 70.

Escolas diferenciadas para deficiências

E é no intuito de unir educação e saúde que a Apraespi mantém duas escolas permeadas pela modalidade de educação especial: a Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valentino Redivo e o Centro Ocupacional e Profissionalizante Adélia Redivo, nomes em homenagem ao casal fundador da associação. As unidades atendem alunos com deficiência intelectual, múltipla e com Transtorno doEspectro Autista (TEA).Na Escola de Educação, as crianças recebem atendimento especializado por meio de dois programas diferenciados:o Centro de Atendimento ao Autismo(CATI), para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e o Centro de Atendimento às Deficiências Múltiplas (CADEM), que atende alunos com graves deficiências. Eles são atendidos com programas educacionais específicos, adaptados às suas capacidades,objetivando o desenvolvimento de habilidades para a formação acadêmica,autonomia e independência, e melhoria da qualidade de vida. Incorporado à unidade de educação em 2013, o CATI é responsável, hoje, por mudar a vida de cerca de 110 famílias.Além de oferecer uma infraestrutura completa e moderna, as escolas trabalham com uma equipe multidisciplinar de professores de educação física e artística, música, informática e dança, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicopedagogos, psiquiatras, neurologistas,entre outros. “O atendimento diferenciado para PcDs é um direito do cidadão,mas dever do município e do estado. Por isso, não basta ser teórico da inclusão, acreditando que apenas incluir uma criança com deficiência na escola regular vai resolver a questão. Isso acaba atropelando os demais alunos e criando outros problemas. No início deste ano,havia mais de 100 crianças com autismo na nossa fila de espera, aguardando que o governo aplicasse recursos na abertura de vagas”, pontua Lair.

Em prol da integração familiar

“NA APRAESPI, HÁ SOLDADOS DA TRANSFORMAÇÃO”, DIZ REBECA BECKER, MÃE DE TRÊS MENINOS COM AUTISMO

No centro de autismo da Apraespi, não faltam relatos de famílias que enfrentaram grandes dificuldades para criar seus filhos. É o caso de Rebeca Becker, mãe de três meninos com autismo. Os dois mais velhos já são alunos da Apraespi, enquanto o caçula ainda está em fase de avaliação. “É uma longa história com muitas alegrias e tristezas, vitórias e derrotas.Vivemos um dia de cada vez, entre graus de autismos diferentes, rotinas e uma dose de cansaço. De fácil o autismo não tem nada,tem que ter muita força e muita garra para enfrentar todos os problemas que vêm após o diagnóstico fechado, os altos e baixos são frequentes em nossas vidas”, conta a mãe. Felizmente, mesmo nos casos mais graves,é possível atingir algum grau de desenvolvimento com o tratamento adequado. “Posso afirmar que todas as crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) saíram da Apraespi melhores do que entraram. Com atendimento especializado, sempre é possível registrar avanços”, garante a coordenadora da unidade, Elisabete Fernandes. Foi o que aconteceu com os filhos de Rebeca. Gabryel, o mais velho, levou seis anos para estabelecer o primeiro contato afetivo com os pais e hoje é considerado uma criança muito carinhosa. Raphael, o filho do meio, precisou de quatro anos para dizer as primeiras palavras. “Hoje, ele fala o dia todo e eu ainda me pego surpresa com tudo”, diz a mãe. O caçula Miguel vai iniciar sua trajetória na Apraespi e a expectativa da família Becker é que o menino trilhe o mesmo caminho de evolução pelo qual passaram os dois irmãos. “A Apraespi nos transformou, tenho o costume de dizer que ali existem soldados de transformação, porque eles não mudam só a vidada criança, mas mudam a família inteira,trazendo um novo conceito de felicidade”,afirma Rebeca.

Duas irmãs transformam o centro

Naquela época, duas jovens irmãs,vindas de Jaú/SP, chegaram à cidade para dar aulas na Apae. Lair Moura, hoje superintendente da Apraespi, e Leo Moura, atual vice-prefeita de Ribeirão Pires,arregaçaram as mangas e resolveram trabalhar para colocar em prática um antigo sonho: transformar a Apae em um centro de reabilitação completo, que atendesse pessoas com deficiência de todas as idades. E, assim, a Apae virou a Apraespi. Para que as primeiras conquistas começassem a aparecer, no entanto, Laire Leo mantiveram a visão inicial. “Nossa convicção sempre foi de que é impossível reabilitar pessoas com deficiência sem oferecer uma educação especializada,saúde de qualidade e todo um amparo e assistência com a família”, ressalta Lair Moura. Ela lembra, ainda, que uma criança com deficiência pode nascer em qualquer lugar: “Pode ser filho da Dona Maria ou da Dona Mary, mas vai precisar de fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, enfim, de uma reabilitação completa do mesmo jeito”.

Mais de mil jovens no mercado de trabalho

Em relação à enorme dificuldade em transpor o muro que sempre separou os jovens do mercado de trabalho, a Apraespi já havia dado início à sua luta, em 1983, por meio da fundação do Centro Ocupacional Profissionalizante Adélia Redivo, para onde os estudantes são encaminhados após completarem 14 anos.O centro atende, atualmente, 250 aprendizes em período integral. Desde sua fundação, há 30 anos, mais de mil jovens com deficiências físicas e intelectuais foram colocados no mercado de trabalho.“Graças à Lei de Cotas, diversas empresas têm aberto portas para que pessoas com deficiência trabalhem com registro em carteira. Temos, hoje, por exemplo, jovens com Síndrome de Down moderada trabalhando em lanchonetes como McDonald´se Habib´s”, destaca a superintendente Lair.

Referência do Ministério da Saúde

Cerca de 20 anos depois da criação do centro profissionalizante, as irmãs Lair e Leo comemoraram outras importantes conquistas, mas, desta vez,na área da saúde. Essa foi a época da implantação do centro especializado em autismo, mas também da fundação da Clínica Audiológica e, logo em seguida, do Hospital Dia, o maior e mais ambicioso projeto da Apraespi. A unidade hospitalar dispõe de um centro de medicina física e outro de cuidados diários para pacientes com doenças degenerativas, contando com uma equipe composta por psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. E é com o aporte do SUS que o Hospital Dia contempla os pacientes das sete cidades da região com órteses, próteses e cadeiras de rodas. Graças a este extenso trabalho, a Apraespi é hoje referência do Ministério da Saúde em reabilitação física e é considerada pelo órgão um modelo de eficiência e gestão.

 

Receba as edições impressas da Revista PCD na sua casa!

Newsletter

Cadastre-se e fique por dentro das novidades!

Quer receber as novidades sobre o universo PCD no seu e-mail? Cadastre-se abaixo:

/* ]]> */