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Inclusão Social Notícias

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Por: Taís Lambert

Das nossas, FINALMENTE

A linha Barbie Fashionistas deixou muita gente feliz com o anúncio feito recentemente. Para a turma de bonecas mais marcantes de todos os tempos, entram duas novas integrantes já queridíssimas, as Barbies com deficiência física: uma com prótese na perna e a outra usuária de cadeira de rodas. Em 2019, a boneca completa 60 anos e Kim Culmore, o vice-presidente de Design da Barbie, na Mattel, diz que o objetivo é retratar a diversidade amplamente. “Este ano, incluímos no portfólio de Barbie bonecas com deficiências físicas para representar melhor as pessoas e o mundo que as crianças veem ao seu redor”, disse. “Nosso compromisso com a diversidade e a inclusão é um componente essencial do processo de design e estamos orgulhosos por saber que as crianças de hoje conhecerão uma imagem diferente da marca”. Barbie foi criada em 1959 pela americana Ruth Handler, cofundadora da Mattel, que percebeu que sua filha Bárbara, ou Barbie, como era apelidada, gostava de brincar com bonecas de papel que trocavam de roupa. Até então, todas as bonecas tinham aparência de bebês e a de papel era uma das únicas que tinha a feição mais próxima da de uma adolescente. Hoje, a Barbie é reconhecida como uma das marcas mais fortes de todos os tempos e um ícone fashion mundial. O preço da brincadeira inclusiva: R$ 89,99 (a Barbie com prótese) e R$ 149,99 (a Barbie cadeirante), em lojas varejistas de todo o país.

Dorina: 100 anos

Dorina de Gouvêa Nowill nasceu em maio de 1919. Cega aos 17 anos por conta de uma doença não diagnosticada, sentiu o mundo ganhar outros contornos ainda na adolescência. A Fundação Dorina Nowill, seu legado em funcionamento há mais de 70 anos, começou o ano de comemorações de seu centenário lançando um calendário acessível, impresso em fonte ampliada e com audiodescrição das fotos via QR Code. O ponto alto, no entanto, acontecerá na primeira semana de maio, o mês em que ela nasceu: em parceria com o Instituto Mauricio de Souza, a Fundação lançará o livro Como Dorinha vê o mundo , com cerca de 3 mil exemplares distribuídos gratuitamente. Dorinha é a personagem cega dos gibis que Mauricio de Souza criou em homenagem à Dorina Nowill. Para o segundo semestre, está prevista uma grande exposição sobre ela, além de um simpósio de educação inclusiva com a participação de vários países de língua portuguesa. A Fundação Dorina Nowill produz e distribui gratuitamente livros em braille, falados e digitais acessíveis, diretamente para o público e também para cerca de 3 mil escolas, bibliotecas e organizações de todo o país. Além disso, oferece, também gratuitamente, serviços especializados para pessoas com deficiência visual e suas famílias, nas áreas de educação especial, reabilitação, clínica de visão subnormal e empregabilidade.

Uma beleza de ideia

A marca britânica Grace Beauty “causou” na internet ao comunicar seus lançamentos: três acessórios para encaixar na máscara de cílios, com o intuito de tornar o ato de se maquiar mais acessível às pessoas com deficiência e a todos em geral. O Safe Grip é emborrachado e flexível, possibilita diferentes posições e ângulos e “garante melhor controle para todos os tipos de usuários”, segundo o site da marca. Já o Ring Grip, por sua vez, traz uma argola que, quando presa ao dedo, não requer a preocupação – e força – para segurar o acessório. A Grace Beauty garante que o anel será grande o suficiente até para os dedos maiores. Por fim, o Square Grip se encaixa em ambos os lados da máscara de cílios para facilitar o manuseio, já que é feito de um material que garante aderência. No recém-criado Instagram, as seguidoras demonstram empolgação pelas novidades e esperam vê-las no mercado em breve. “Por causa do meu tremor, praticamente desisti da maquiagem. Eu amo a ideia do Ring Grip, porque, além de poder segurá-lo melhor, eu não preciso me preocupar em arremessá-lo pela sala”, escreveu a usuaria @kburnard. É torcer para que chegue aqui (ou para que as nossas marcas sigam os mesmos passos. Alô, alô, mercado da beleza!).

Cartões bancários em braille

Uma novidade para quem tem deficiência visual: poderão receber cartões de crédito e de movimentação de contas bancárias com as informações em braille. Prevista no PLC 84/2018, a proposta foi aprovada no dia 4 de abril na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e seguiu para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O autor é o ex-deputado federal Rômulo Gouveia, falecido em 2018. Com a medida, os correntistas cegos terão acesso a um kit que conterá uma etiqueta de filme transparente, afixado no cartão com identificação em braille do tipo de cartão, e os seis dígitos finais. Também faz parte do kit um porta-cartão com as informações, em braille, necessárias ao uso do cartão, como número e tipo de cartão, bandeira, nome do emissor, data de validade, código de segurança e nome do portador do cartão. O relator da matéria, senador Flávio Arns (Rede-PR), elogiou a iniciativa, afirmando que a medida é simples, barata e eficaz. Segundo o parlamentar, a proposta também corresponde ao que prevê o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078, de 1990), que assegura direito a informações adequadas e claras sobre os diferentes produtos e serviços prestados. (Agência Senado)

Para divertir e ensinar

São gerações inteiras se divertindo – e sendo alfabetizadas – na companhia da Turma da Mônica. Ciente da profunda responsabilidade que tem nessa trajetória, o Instituto Mauricio de Sousa lançou uma tirinha inédita e vídeos com o personagem André, que é autista, para comemorar o Dia Mundial do Autismo, em 2 de abril. O objetivo é mostrar alguns sinais do Transtorno do Espectro Autista em crianças e chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce. Quanto antes se iniciar o tratamento, melhores as perspectivas de qualidade de vida para a pessoa. As seis animações têm 30 segundos cada e podem ser assistidas nos canais do Instituto ou no YouTube da Mauricio de Sousa Produções. “Quando criamos o personagem André, ouvimos vários especialistas no assunto, além de conhecer crianças dentro do espectro. O TEA não é fácil de ser identificado e, por isso, o tratamento pode vir tarde. Então, é preciso passar para os pais, professores e pessoas próximas a essas crianças, a informação sobre os cuidados e busca de orientação para ajudá-las a desenvolverem todo seu potencial”, diz Mauricio de Sousa, pai da Turma da Mônica e presidente do Instituto Mauricio de Sousa.

Um país de artistas

Nicole Somera acaba de lançar o livro O Artista com Deficiência no Brasil , (Editora Appris). Com origem na pesquisa de mestrado da autora, trata-se de uma discussão pioneira a respeito das condições sociais de existência e produção de arte de grupos de artistas com deficiência no Brasil. Companhias de teatro, dança, coletivos de artes plásticas, grupos de música, pintores e escultores entre Brasília/DF, Paraíba/PB, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP e Campinas/SP: Nicole realizou entrevistas, analisou obras e refez, inclusive, as trajetórias de alguns indivíduos e suas conexões com arte na família, na escola, em iniciativas fomentadas pelo Estado e em grupos artísticos específicos. O prefácio é de Jairo Marques, jornalista da Folha de São Paulo , autor do livro Mala cabado – a história de um jornalista sobre rodas e especialista nesta pauta. “De forma saborosamente crítica e atenta, a autora faz uma contribuição única para que mais energia se dê na observação das divisões sociais nas esferas em que mais se espera abrangência democrática e pluralismo” Para comprar clique aqui, em dois formatos. Pode ser adquirido o exemplar físico ou o e-book, que é compatível com diversos softwares leitores de tela, garantindo sua acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou mesmo para aqueles que preferem esse caminho de leitura.

Acervo educativo em libras

Se você ainda não conhece a Hand Talk, o princípio da conversa é esse: trata-se do Melhor Aplicativo Social do Mundo, segundo prêmio da ONU. O app faz traduções automáticas para a Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Com a missão de quebrar barreiras entre surdos e ouvintes, a startup é comandada pelo Hugo, um intérprete virtual que está presente em um plugin para tradução de sites e em um aplicativo que funciona como um tradutor de bolso. Apresentações feitas, a Hand Talk lançou um projeto inédito no Brasil com o propósito de difundir a educação em Libras, com apoio da fundação Lemann, que apoia projetos para melhorar a educação pública no país. Como uma Língua que foi reconhecida oficialmente no Brasil apenas em 2002, através da Lei Nº 10.436, a Libras
vem evoluindo e sendo cada vez mais difundida. A cada dia surgem centenas de novos sinais criados pela comunidade surda para representar palavras ou expressões, mas ainda há uma grande dificuldade de encontrar canais digitais para disseminá-los e oficializá-los. Apesar de toda a evolução, ainda há uma carência de sinais para representar termos mais específicos, e muitos deles precisam ser utilizados dentro das salas de aula, fundamentais para o aprendizado e evolução do aluno. Pensando em contribuir para melhorar essa realidade, a Hand Talk, junto com a Fundação Lemann, reuniu pesquisadores, comunidade surda, intérpretes e professores de várias regiões do país para catalogar e animar em 3D mais de 2 mil sinais de cinco matérias escolares do ensino fundamental (Português, Matemática, Ciências, História e Geografia), que farão parte de um dicionário dentro do aplicativo. Agora, os usuários do app gratuito podem consultar facilmente esse vocabulário dentro e fora de sala de aula. “Essa grande novidade reforça o nosso propósito de tornar o mundo mais acessível e contribuir para a difusão do conhecimento também nas escolas”, disse Ronaldo Tenório, CEO e fundador da Hand Talk. “Diversos pesquisadores passaram anos catalogando esses sinais que agora ganham vida e irão ajudar professores, alunos e intérpretes através do Hugo, nosso intérprete virtual”.

 

 

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